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EU ACUSO... CAPITU


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Tomo emprestado o título do livro de Émile Zola, a respeito do Caso Dreyfus, para acusar Capitu.

Acabo de reler Dom Casmurro, a obra clássica de Machado de Assis, para formar a minha opinião definitiva. Agora, que sou um quadragenário – como diria o Bruxo de Cosme Velho – e com muitos quilômetros de leitura no curriculum, acredito que tenha uma base crítica razoável para expressar minha opinião sobre essa interminável querela, de tão árduos defensores e acusadores.

E a acuso, culpada, não apenas por todas as evidências demonstradas na obra, mas por três principais motivos:


1) A infertilidade de Bentinho

Após dois anos de casamento e consecutivas tentativas infrutíferas, Bentinho não conseguiu engravidar Capitu. Eis que, sem nenhum tratamento com o dr. Elsimar Coutinho, Maria Capitolina aparece grávida, por “divina obra do Espírito Santo”. Mesmo já separado de Capitu e envolvido em outras aventuras afetivas, Bentinho não legou filhos à posteridade, não teve um filho que o justificasse... à exceção do suposto Ezequiel. Bentinho era infértil e a fertilidade de atleta de alcova de Escobar foi a sua desgraça.


2) A fuga para a Suíça

Após a morte de Escobar e a acusação de Bentinho, Capitu separa-se do marido traído e vai morar na Suíça. Por que tão longe? É simples: Ezequiel, seu filho, estava crescendo, e a sua escancarada semelhança com Escobar seria uma prova mais que evidente da sua traição. Toda a família e os amigos notariam e ela não passaria incólume à acusação de adúltera. Melhor esconder o fruto do seu pecado bem longe dos olhos das alcoviteiras.


3) O provérbio afro-luso-indígena

Um antigo provérbio afro-luso-indígena vaticina: o descendente da Profissional do Amor sempre nasce à imagem e semelhança do seu genitor. Ou, no popular: “Filho de puta tem a cara do pai”. Sabedoria dos antigos, constatada através de inequívocas estatísticas populares. Sabia Natureza, que antes dos testes de DNA, soube prover um lenitivo aos anseios e angústias de tantos! Ezequiel (que recebeu esse nome em homenagem ao grande "amigo" Escobar) era o "Ricardão" escarrado e cuspido (ou "Em Carrara esculpido", como afirmam os sábios).


Portanto, à margem de qualquer defesa, estou convencido da culpa de Capitu (que os deuses do Parnaso me perdoem, se estiver errado). Afirmo, eu, ressaqueado; afirmo, eu, oblíquo e dissimulado.

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Goulart Gomes
Enviado por Goulart Gomes em 17/07/2007
Alterado em 05/02/2011
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